Solidão é má para o coração e aumenta risco de morte prematura

Estudo do Hospital Universitário de Copenhaga, Dinamarca

13 junho 2018
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A solidão é prejudicial para o coração e aumenta fortemente o risco de morte prematura, revela um estudo apresentado no congresso anual de enfermagem da Sociedade Europeia de Cardiologia, decorrido na Irlanda.
 
Segundo apurou a agência Lusa Vinggaard Christensen, autora do estudo, do Hospital Universitário de Copenhaga, na Dinamarca explicou que "a solidão é um forte preditor de morte prematura, de pior saúde mental e de menor qualidade de vida em pacientes com doença cardiovascular. É um preditor muito mais forte do que viver sozinho, tanto em homens como em mulheres".
 
O estudo investigou se uma rede social frágil estava associada a piores desfechos em 13.463 pacientes com doença cardíaca isquémica, arritmia, insuficiência cardíaca ou doença valvular cardíaca.
 
O suporte social foi medido usando dados do registo, como morar sozinho ou não, e através de duas perguntas sobre o sentimento de solidão: “Tem alguém com quem conversar quando precisa?” e “Sente-se sozinho às vezes, mesmo que queira estar com alguém?”
 
"Era importante reunir informações” sobre estas duas questões, uma vez que “as pessoas podem viver sozinhas, mas não se sentirem sós, enquanto outras convivem, mas sentem-se solitárias", disse a investigadora.
 
Vinggaard Christensen observou que as pessoas com pouco apoio social podem ter mais problemas de saúde, porque têm estilos de vida menos saudáveis, não aderem tão bem ao tratamento e são mais afetados por situações de stress.
 
A investigação, que resultou da revisão de vários estudos, revelou que relações sociais frágeis estavam associadas a um aumento de 29% no risco de incidente de doença coronária isquémica e de 32% no aumento do risco de acidente vascular cerebral.
 
“Vivemos numa época em que a solidão está mais presente e as autoridades de saúde devem levar isso em consideração ao avaliar o risco”, disse a investigadora.
 
As diretrizes europeias sobre prevenção cardiovascular afirmam que as pessoas que estão isoladas ou desligadas de outras pessoas correm maior risco de desenvolver e morrer prematuramente de doença arterial coronária e recomendam a avaliação de fatores de risco psicossociais em pacientes com doença cardiovascular e naqueles que apresentem alto risco de a desenvolver.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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