Solidão altera actividade molecular dos genes

Estudo publicado no “Genome Biology”

17 setembro 2007
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Pessoas que têm uma vivência de solidão crónica mostram padrões de expressão genética que diferem fortemente dos apresentados por pessoas sem este tipo de condição, revela um estudo apresentado na versão electrónica do jornal “Genome Biology”.
 

 

O estudo de uma equipa da Escola de Medicina da University of California, Los Angeles, é o primeiro a mostrar que um factor de risco social pode produzir uma alteração na actividade molecular dos genes, causando um maior risco de doenças, como as de coração, infecções e cancro.
 

 

A descoberta sugere que os sentimentos de isolamento social estão ligados à actividade do sistema imunitário e resultam num aumento de sinais inflamatórios no corpo.
 

 

No estudo, a equipa liderada por Steven Cole usou sequências de ADN para vigiar a actividade de todos os genes humanos conhecidos nos glóbulos brancos de 14 indivíduos, seis dos quais considerados como estando no topo de uma escala de solidão, enquanto os outros como pertencendo a um nível inferior. Os investigadores descobriram que 209 genes eram expressas de forma diferente entre os dois grupos, com 78 a serem exageradamente expressas e 131 a serem sub-expressas.
 

 

Os genes que se apresentaram sobre-expressos nos indivíduos com elevados níveis de solidão incluem muitos dos que estão envolvidos na activação do sistema imunitário. No entanto, muitos dos genes que estavam sub-expressos estavam relacionados com as respostas anti-virais do organismo.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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