Soldados vacinados contra o antraz correm perigo de vida

Grupo de veteranos norte-americano lança alerta

27 janeiro 2003
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Desde o ataque às torres gémeas de Nova Iorque, a 11 de Setembro de 2001, e depois das ameaças de uma possível guerra bacteriológia, que investigadores e cientistas mundiais se debruçaram no estudo de bactérias e vírus à muito esquecidos da comunidade científica. Um deles foi o antrax. O resultado do interesse e investigações começam, agora, a dar resultados promissores, mas também preocupantes.
 

 

Enquanto os soldados norte-americanos e britânicos estão a ser enviados para a guerra contra o Iraque, alguns grupos de veteranos vêm afirmar que a vacina que receberam contra o antraz pode provocar efeitos secundários graves e até fatais. As autoridades de defesa norte-americanas, no entanto, insistem que o produto é seguro.
 

 

De acordo com grupos de veteranos dos dois países, um em cada três soldados imunizados ficou doente após a vacinação e seis deles morreram nos EUA.
 

 

Mas o subsecretário de Estado para Defesa da Grã-Bretanha, Lewis Moonie, disse que não há motivo para alarme. «A vacina tem vindo a ser aplicada a muitas pessoas há um longo período e nunca houve nenhum caso de efeito secundário grave», ressaltou o responsável.
 

 

Mas as associações de veteranos não desistem e usam todas as «armas» possíveis para espalhar a possível ameaça. «Temos provas», informou o tesoureiro da Associação Nacional de Famílias e Veteranos da Guerra do Golfo, James Moore. «Os regimentos dois e três de pára-quedas receberam vacinas contra o antraz. Pelo menos um terço apresentou sintomas semelhantes aos de uma constipação e ficou doente.»
 

«Nos EUA, mais de 30 por cento tiveram sintomas e seis morreram após a imunização», acrescentou.
 

 

As preocupações de Moore são confirmadas por Joyce Riley, da Associação Americana da Guerra do Golfo, que disse à BBC estar preocupado com a situação, «uma vez que a vacina contra o antraz provou não ser segura.»
 

 

«O que estamos a observar nas pessoas que receberam a vacina normalmente está relacionado à perda de consciência, a convulsões e a problemas motores. Estamos a descobrir que essas pessoas são afectadas por lesões na pele, desenvolvem feridas e problemas que nunca passam.»
 

 

Os grupos de veteranos também suspeitam que o uso de pesticidas nos campos de batalha, os tanques de queima de óleo, as bombas feitas de urânio e as novas vacinas causam problemas de saúde que vão desde fraqueza até à perda da função motora.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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