Sol pode determinar sexo dos bebés lagarto

Macho ou fêmea? Determinar o sexo das crias não é um problema para os Eulamprus tympanum australianos

19 agosto 2001
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Menino ou menina? Esta é uma questão que assalta muitos dos que esperam ser pais em breve. Apesar dos mitos, o ser humano é incapaz de determinar de um modo natural o sexo do seu bebé. Mas para os lagartos este problema não acontece. O sexo das futuras crias é determinado pela quantidade de sol que apanham durante incubação.
 

 

Até ao momento não se sabe se a escolha da temperatura é um mecanismo desencadeado pelo próprio animal, mas as teorias apontam para que os répteis de sangue frio usem a temperatura para controlar o número de filhotes machos e fêmeas e, deste modo, manter o equilíbrio entre os sexos na população adulta.
 

 

Alternativamente, as fêmeas da espécie do lagarto australiana conhecida como Eulamprus tympanum podem optar por temperaturas mais quentes e, portanto, por filhotes machos sempre que puderem pois isso acelera a gestação, embora o terreno montanhoso em que habitam lhes limite em muito a sua escolha.
 

 

Em cativeiro, as fêmeas de Eulamprus tympanum estão durante maior números de horas expostas a temperaturas mais elevados dando à luz mais filhotes machos, na vida selvagem, os lagartos produzem filhotes na mesma proporção.
 

 

Kylie Robert, investigadora da Universidade de Sydney, na Austrália, explicou esta situação. “Factores como um clima mais fresco ou a presença de predadores podem impedir que os animais procurem temperaturas mais quentes. Desse modo, eles podem escolher activamente manter as temperaturas mais baixas para produzir filhotes na mesma proporção”.
 

 

No futuro, as próximas investigações vão analisar se os lagartos alteram o sexo de sua cria em resposta à manutenção do equilíbrio das populações. Robert acrescentou que estas descobertas destacam os problemas potenciais da espécie se o aquecimento global provocar um aumento nas temperaturas.
 

 

A Eulamprus tympanum povoa somente o topo das montanhas e com um aumento de 4 graus Celsius, conforme previsões de modelos de aquecimento global, esta espécie passará a produzir apenas machos o que os conduzirá à extinção.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fonte: Reuters
 

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