Soja aumenta eficácia da radiação para eliminar cancro do pulmão

Estudo publicado no “Journal of Thoracic Oncology”

18 maio 2011
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As isoflavonas da soja bloqueiam os mecanismos de reparação do ADN das células cancerígenas, enquanto protegem o tecido saudável, aponta um estudo da Wayne State University, EUA, publicado no “Journal of Thoracic Oncology”.

 

"Para melhorar a radioterapia para o cancro do pulmão estamos a estudar o potencial dos componentes naturais não-tóxicos da soja, chamadas isoflavonas, para aumentar o efeito da radiação contra as células do tumor e, ao mesmo tempo, proteger as células normais do pulmão contra os danos causados pela radiação", disse, em comunicado, Gilda Hillman, professora no Department of Radiation Oncology na Wayne State University's School of Medicine e do Karmanos Cancer Institute, que liderou a equipa de investigação.

 

“Estas isoflavonas naturais da soja podem sensibilizar as células cancerosas aos efeitos da radioterapia inibindo os mecanismos de sobrevivência que estas células activam para se protegerem”, explicou a cientista, acrescentando que, “ao mesmo tempo, as isoflavonas da soja também podem actuar como antioxidantes, protegendo o tecido normal contra os efeitos danosos derivados da radioterapia”.

 

Hillman e a sua equipa demonstraram que as isoflavonas da soja aumentam a destruição das células cancerígenas bloqueando os mecanismos de reparação de ADN, que são activados pelas células cancerosas para que possam sobreviver aos danos causados pela radiação. As células cancerosas humanas A549 (NSCLC) que foram submetidas a tratamento com isoflavonas de soja antes da radiação demonstraram maiores estragos a nível do ADN e menos actividade de reparação do mesmo do que células que apenas receberam radiação.

 

Os cientistas usaram uma fórmula que consistia nas três principais isoflavonas encontradas nos grãos de soja, que incluíam genisteína, daidzeína e gliciteína.

 

Investigações anteriores demonstraram que a genisteína pura mostrava actividade anti-tumoral nas células humanas NSCLC e realçavam os efeitos dos inibidores da tirosina quinase do receptor do factor de crescimento epidérmico. O estudo de Hillman mostrou que a mistura de soja teve um efeito anti-tumoral ainda maior do que a genisteína pura. A mistura de soja também é consistente com os comprimidos de isoflavonas de soja usados em estudos clínicos, que demonstraram ser seguros.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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