Software prevê risco de doenças em prematuros

Estudo da Stanford University

14 setembro 2010
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Investigadores norte-americanos desenvolveram um método revolucionário, rápido e não invasivo de prever a saúde dos recém-nascidos prematuros, uma inovação que pode orientar melhor a intervenção médica especializada e reduzir os custos dos cuidados de saúde.

 

Num estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”, a equipa do Stanford University Medical Center, nos EUA, mostrou como, através de um programa informático que utiliza dados de controlo hospitalar de monitorização de rotina nas primeiras três horas da vida de um bebé, pode prever o risco de doenças, infecções e problemas cardíacos que só aparecem várias semanas depois.

 

O programa, chamado "PhysiScore", poderá ajudar os médicos a distinguir melhor entre os prematuros de alto e de baixo risco, um dos principais desafios na área da neonatologia.

 

As técnicas actuais permitem uma precisão de 74%, no máximo, ou utilizam métodos de diagnóstico invasivos. Segundo os cientistas, o PhysiScore precisa apenas dos dados recolhidos pelos equipamentos presentes em qualquer unidade de cuidados intensivos neonatais, como as frequências cardíaca e respiratória e os níveis de oxigenação do sangue. Três horas de dados bastam para obter um prognóstico muito preciso, entre 91 e 98%.

 

No estudo, liderado por Suchi Saria, os investigadores desenvolveram um algoritmo computacional que rastreia os dados dos sinais vitais procurando combinações de padrões que são demasiado complexos para serem detectadas pelos meios de monitorização convencionais.

 

No desenvolvimento do sistema PhysiScore, os investigadores estudaram 138 crianças atendidas na unidade de cuidados intensivos neonatais do Hospital Packard Children's de Março de 2008 a Março de 2009. Todos os bebés nasceram com 34 ou menos semanas e pesavam menos de dois quilos. Nenhum deles apresentava malformações congénitas maiores, mas todas sofriam de complicações desde distúrbios a longo prazo, que afectavam múltiplos órgãos, a problemas relativamente menores, tais como desconforto respiratório ligeiro.

 

O PhysiScore revelou-se particularmente preciso na previsão do risco de vida dos subgrupos de crianças com infecções intestinais e complicações cardiopulmonares, mesmo quando estes problemas foram apenas diagnosticados dias ou semanas mais tarde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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