Software pode ajudar deficientes a comunicar

Investigadores portugueses desenvolvem nova ferramenta

17 julho 2002
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Uma nova ferramenta informática desenvolvida em Portugal pode facilitar a comunicação dos deficientes entre si e com as respectivas famílias, recorrendo à linguagem pictográfica que traduz cada palavra numa imagem.
 

 

O software, que recebeu o nome de "Intercomunicando", permite a comunicação através do computador entre duas pessoas ligadas numa rede local (LAN - Local Area Network) e destina-se a deficientes que, por razões físicas ou mentais, não possuem a capacidade de utilizar a linguagem verbal.
 

 

A aplicação é uma parceria da Associação Nacional de Famílias para a Integração da Pessoa Deficiente (AFID), Instituto Superior Técnico (IST) e Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).
 

 

Os utilizadores do software, que está a ser testado na AFID, escolhem, entre uma tabela de símbolos, as imagens que correspondem às palavras que querem exprimir, elaborando frases.
 

 

Os símbolos, divididos em categorias (verbos, adjectivos, substantivos, etc), têm depois uma tradução áudio e escrita associada para que o sistema possa ser compreendido por todos.
 

 

Além disso, para aqueles que não conseguem utilizar o rato da forma tradicional (com as mãos) existe a possibilidade de colocar um sensor na parte do corpo que dominam melhor que, fixando o mesmo local do ecrã durante alguns segundos, desempenha as mesmas funções deste periférico.
 

 

No segundo ano de desenvolvimento, o Intercomunicando integra vários tipos de comunicação pictográfica desenvolvidos há décadas.
 

 

O software tem ainda a vantagem de as tabelas de símbolos pictográficos poderem ser alteradas de acordo com as capacidades comunicacionais de cada utilizador.
 

 

"O objectivo é utilizar as novas tecnologias para ajudar as pessoas com deficiência a ultrapassarem as suas dificuldades de comunicação", explicou à Agência Lusa Edite Antunes, psicopedagoga da AFID.
 

 

O software Intercomunicando, que deverá em breve ser registado, vai ser apresentado ao grande público durante um seminário subordinado ao tema "Novas Tecnologias e a Pessoa Com Deficiência - Para uma Nova Acessibilidade Comunicativa", promovido pela AFID, que se realiza quinta e sexta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa).
 

 

Segundo Edite Antunes, o acesso das pessoas com deficiência à Internet deve ser uma área prioritária de investigação.
 

 

"Actualmente, só pode aceder à Internet quem souber ler e escrever, o que é uma barreira a muitas pessoas com deficiência", sublinhou, apontando este como um campo de estudo a desenvolver futuramente pela AFID.
 

 

Fonte: Lusa
 

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