Sobreviventes de cancro infantil querem consultas de acompanhamento especializado

Considerações da diretora-geral da associação Acreditar

16 abril 2018
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Os sobreviventes de cancro infantil defendem a criação em todos os centros oncológicos de uma consulta de acompanhamento “devidamente estruturada”, disse à Lusa a diretora-geral da associação Acreditar.
 
“Um dos maiores problemas é que só existe consulta de acompanhamento de sobreviventes devidamente estruturada no IPO [Instituto Português de Oncologia] de Lisboa”, adiantou Margarida Cruz.
 
A associação e os sobreviventes consideram que “seria muito importante” que esta “consulta estruturada e organizada” existisse “em todos os centros oncológicos aos quais pertenceram enquanto estiveram a fazer tratamento”.
 
Inicialmente a questão dos sobreviventes não preocupava muito a comunidade porque a “questão fundamental” era “sobreviver ao cancro”.
 
Mas, “uma vez ultrapassada essa barreira e dado que felizmente a taxa de cura é bastante elevada, começam a colocar-se as situações das sequelas”, mais dos tratamentos do que da própria doença, disse a diretora-geral da Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro.
 
Segundo Margarida Cruz, os “principais desafios” que se colocam são que os sobreviventes conheçam o tipo de cancro que tiveram, os tratamentos que fizeram e percebam quais são as implicações desses tratamentos ao longo da sua vida.
 
“Não quer dizer que isso condicione de alguma forma a sua vida profissional, pessoal, etc., mas eles têm de ter precauções e fazer ‘check-up’ médicos” ao longo da vida.
 
Para estas pessoas, também seria importante ter um “passaporte de sobrevivente”, que pode ser digital, em papel ou numa aplicação, que dê informação sobre o tipo de cancro que tiveram, sobre as sequelas e os alertas sobre o tipo de exames médicos que devem fazer, defendeu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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