Sobrevivência ao cancro do ovário pode ser melhorada com terapia genética

Estudo publicado na revista “PNAS Early Edition”

12 agosto 2015
  |  Partilhar:
A utilização de terapia genética que envolve uma proteína que suprime o desenvolvimento dos órgãos reprodutores femininos pode melhorar a sobrevivência das pacientes com cancro do ovário com recidivas após a quimioterapia, sugere um estudo publicado na revista “PNAS Early Edition”.
 
Durante o desenvolvimento embrionário a substância MIS (do inglês, Mullerian Inhibiting Substance) é segregada nos tecidos embrionários masculinos para impedir a maturação dos ducto mulleriano, que, caso contrário, dariam origem aos órgãos reprodutores femininos. 
 
Estudos anteriores tinham demonstrado que a MIS impedia o crescimento do cancro do ovário, tanto em animais como em linhas celulares humanas, tendo por alvo as células estaminais cancerígenas que sobreviviam à quimioterapia. Contudo, até à data, os métodos de produção da MIS não eram capazes de produzir quantidades suficientes de proteína de elevada qualidade para utilização em testes pré-clínicos.
 
Neste estudo, os investigadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, utilizaram uma forma modificada do gene MIS combinada com o vetor AAV9, que funcionou como transportador. O MIS/AAV9 foi testado contra células tumorais que foram retiradas do fluido ascítico que se tinha acumulado no abdómen de vários pacientes com cancro do ovário recorrente. 
 
As experiências iniciais confirmaram que estas células expressavam o recetor da proteína MIS e apresentavam marcadores que indicavam a sua identidade como células estaminais cancerígenas, tendo o seu crescimento sido inibido in vitro com a MIS. 
 
A eficácia da MIS/AAV9 foi testada em ratinhos, nos quais foram implantadas células do cancro do ovário. Verificou-se que o tratamento com MIS/AAV9 três semanas antes da implantação do tumor diminuiu significativamente o crescimento deste.
 
“Os nossos achados são importantes uma vez que atualmente não existem opções terapêuticas para o cancro do ovário recorrente”, concluiu o líder do estudo, David Pepin.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.