Só 64% dos medicamentos para doenças raras estão ser utilizados

Os hospitais querem travar os custos com medicamentos inovadores

24 dezembro 2009
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Apenas 64% dos tratamentos existentes para doenças raras, as quais afectam entre 600 mil a 800 mil portugueses, foram utilizados no primeiro semestre de 2009, revela uma notícia avançada pelo Diário de Notícias.

 

Na opinião do coordenador do Programa Nacional das Doenças Raras, Luís Nunes, o facto de um terço dos medicamentos disponíveis para as doenças raras não estar a ser utilizado pode estar relacionado com a possibilidade de "haver hospitais que não os administram para travar os custos com medicamentos inovadores".

 

Apesar de estes dados, o Infarmed, a entidade reguladora do medicamento em Portugal, revelou que eles têm tido uma melhoria gradual. No ano passado, apenas 57% destes medicamentos foram administrados e, no ano anterior, o valor tinha sido ainda menor: 44,2%.

 

A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) já aprovou um total de 60 medicamentos até ao momento, estando estes automaticamente aprovados para todos os Estados-membros. Contudo, dado que em Portugal é necessário proceder a uma avaliação prévia de todos os medicamentos de uso hospitalar, há processos que ainda não estão deferidos. Na opinião do geneticista Luís Nunes, esta é uma das prioridades a trabalhar no âmbito do programa aprovado em 2008.

 

Actualmente, "temos duas situações distintas. Por um lado, há comissões nacionais compostas por peritos que analisam o tratamento destas doenças, caso a caso. Mas, depois, há doentes que vêem o seu processo analisado pela direcção clínica do hospital. O problema é que se o Estado paga ao hospital o medicamento a 100% no primeiro caso, quando é o hospital a tomar a decisão tem de suportar os custos".

 

Desta forma, há hospitais que controlam estas despesas "e os doentes queixam-se". Por isso, "defendo que haja mais comissões de regulação. Primeiro, porque o tratamento destas pessoas não deverá passar por questões de dinheiro, depois, porque as comissões são compostas por peritos muito experientes".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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