Situações dramáticas de crianças nascidas em casa

Alerta do diretor geral da Saúde

15 dezembro 2015
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As situações em que alguns recém-nascidos chegam ao hospital após o nascimento em casa e sem assistência são dramáticas, alertou o diretor geral da Saúde.
 

Francisco George falava na cerimónia de apresentação do Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco, uma iniciativa da Direção Geral da Saúde (DGS) que aborda temas como alimentação, atividade física, saúde oral, sexualidade durante a gravidez, tabagismo, álcool e substâncias psicoativas.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, após referido os progressos que Portugal registou na área da saúde materno infantil, Francisco George alertou para uma tendência que, embora “não muito expressiva”, “é preciso combater, a nível informativo, logo no início”.
 

O diretor geral da Saúde referia-se aos partos realizados em casa, que em muitos casos resultam em “situações dramáticas” para a saúde dos recém-nascidos.
 

Luís Graça, diretor do serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria, partilha a mesma opinião, “o parto hospitalar é o mais seguro”.
 

O obstetra referiu um estudo publicado nos Estados Unidos, segundo o qual em cada três bebés que morrem no parto domiciliário, dois seriam salvos se o parto fosse realizado no hospital. “Isto significa que podemos reduzir em dois terços a mortalidade perinatal”.
 

Francisco George também defende o combate de outra tendência que contempla a possibilidade de um enfermeiro com esta especialidade para fazer o parto de forma autónoma.
 

“Não podemos arriscar – principalmente na parte final do parto – que este não seja assistido por uma equipa que inclui enfermeiros, naturalmente, mas médicos de várias especialidades”.
 

“Não contem com a simpatia do diretor geral da Saúde para a promoção de partos, não só em casa, como também assistidos autonomamente por enfermeiros. Não vamos voltar para trás”, avisou Francisco George.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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