Sistemas de saúde pagos por impostos são preferíveis aos pagos directamente pelos cidadãos

Estudo da OMS lança alerta

03 outubro 2007
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O pagamento de cuidados de saúde pelos cidadãos conduz, por ano, a que pelo menos 150 milhões de pessoas no mundo fiquem em estado de "catástrofe financeira" e que 100 milhões sejam empurradas para a pobreza, revela um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado na edição de Julho/Agosto da revista Health Affairs.
 

 

O estudo, financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, inclui 89 países e cobre 89% da população mundial. A investigação conclui que a melhor forma de financiar os cuidados de saúde são os chamados pré-pagamentos, como os impostos. Quando o financiamento público sustenta 80% de todos os custos com saúde, a probabilidade de o acesso à saúde conduzir a "catástrofe financeira" das famílias é de menos de 1%, lê-se no documento.
 

 

Os investigadores definiram que o estado de "catástrofe financeira" acontece quando é excedida em 40% a capacidade de pagamento com cuidados de saúde que uma família consegue ter num só ano.
 

 

Mas mesmo em países de rendimentos mais altos o risco de "catástrofe financeira" existe. E aqui é dado o exemplo de Portugal, Espanha, Suíça e EUA, que terão taxas de catástrofe financeira devido a pagamentos com saúde em torno dos 0,5%, o que significa que uma em cada 200 famílias se encontra em situação de catástrofe financeira. Mas o problema existe sobretudo em países em vias de desenvolvimento, onde vivem 90% das pessoas em situação muito difícil por não terem capacidade de arcar com os custos de saúde.
 

 

Fontes: Público e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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