Sistema ibérico de notificação de eventos adversos avança em Portugal

Medida da DGS entra em vigor até ao final do ano

25 novembro 2009
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As unidades de saúde portuguesas vão ter a funcionar, até ao final do ano, um sistema de notificação de eventos adversos, o qual visa incentivar os profissionais a comunicarem os erros sem terem receio de ser punidos.

 

De acordo com Cristina Costa, chefe da divisão de segurança clínica da Direcção-Geral de Saúde (DGS), o sistema será ibérico e está a ser desenvolvido pelas autoridades portuguesas e espanholas. A especialista explicou que está a ser definido um enquadramento legal adequado “para os profissionais notificarem os eventos adversos sem terem receio de ser castigados”. “A ideia não é punir os profissionais, mas aprender com os erros e melhorar”, adiantou a especialista à agência Lusa.

 

Para o autor do livro “O Erro em Medicina”, o cirurgião José Fragata, director do serviço de cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, a iniciativa da DGS é vista com grande satisfação. Em declarações à agência Lusa, José Fragata vai mais longe e defende a existência de dois sistemas que “podem perfeitamente coexistir: um sistema voluntário e outro obrigatório”. A declaração obrigatória refere-se aos casos que, "pela sua gravidade, se denominam 'eventos nunca', como a cirurgia no lado errado, erros de transfusão, mortes inesperadas, entre outros".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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