Sistema de Vigilância Epidemiológica arranca em outubro

Vigilância e capacidade de resposta melhorados

08 agosto 2013
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A partir de outubro todos os serviços de saúde vão estar ligados a um sistema informático de notificação e alerta para doenças transmissíveis ou de risco para a saúde pública, para melhorar a vigilância e a capacidade de resposta, dá a conta a Direção-Geral da Saúde (DGS).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que este diploma vem agora efetivar o sistema de vigilância em saúde pública previsto há quatro anos, quando foi aprovada a lei que instituiu o Sistema Nacional de Informação de Vigilância Epidemiológica (Sinave).
 

“Com esta portaria fica criada uma rede de âmbito nacional, envolvendo os serviços operativos de saúde pública, os clínicos, os laboratórios, as autoridades de saúde e outras entidades dos setores público, privado e social, cujos participantes possam contribuir para um sistema de informação nacional de vigilância epidemiológica”, disse a DGS.
 

Desta forma, os laboratórios passam a partilhar com os médicos o dever de notificar as doenças contagiosas de declaração obrigatória. O Sinave vai também incluir a vigilância de outros acontecimentos que possam ser uma ameaça para a saúde pública, como é o caso de epidemias e surtos.
 

Uma das novidades é a desmaterialização dos processos de notificação clínica, já que o Sinave assenta num sistema informático e respetiva base de dados, que liga em rede nacional todos os serviços de saúde. Desta forma é possível conhecer em tempo real a situação epidemiológica das doenças ou acontecimentos sob vigilância, permitindo uma mais rápida e melhor resposta.
 

Assim, torna-se possível conhecer em tempo real a situação epidemiológica das doenças ou acontecimentos sob vigilância, permitindo uma mais rápida e melhor resposta.
 

O diploma legal que institui o Sinave especifica que este sistema “identifica situações de risco, recolhe, atualiza, analisa e divulga dados relativos a doenças transmissíveis e outros riscos de saúde pública, bem como prepara planos de contingência face a situações de emergência ou tão graves como de calamidade pública”.
 

Desta forma, as autoridades de saúde podem aplicar medidas de prevenção e controlo mais adequadas e mais precocemente, afirma a DGS, sublinhando que o Sinave corporiza “a mais importante reforma da vigilância epidemiológica desde os anos 40”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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