Sistema de laser pode no futuro detetar doenças através do ar exalado

Estudo publicado na revista “Optics Express”

10 julho 2015
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Investigadores australianos estão a desenvolver um sistema de laser que esperam que um dia seja capaz de fazer um rastreio rápido de doenças como o cancro, diabetes e infeções através do ar exalado, refere um estudo publicado na revista “Optics Express”.
 

Na opinião dos investigadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, o “nariz de cão ótico” criado tem o potencial de detetar as doenças rapidamente, de forma não invasiva e no local. O sistema utiliza um espectómetro de laser especial que analisa a composição molecular de uma amostra de gás.
 

“Em vez de cheirar vários odores como o cão faz, o sistema de espectometria a laser utiliza uma luz que deteta várias moléculas que estão presentes na amostra”, explicou, um dos autores do estudo, James Anstie.
 

O investigador refere que o ar que é expirado contem subprodutos moleculares resultantes do metabolismo do organismo. Quando algo corre mal, como acontece no caso de uma doença, a mistura dos subprodutos metabólicos na respiração fica alterada.
 

De acordo com James Anstie, há várias publicações científicas de trabalhos que descrevem como é possível utilizar a análise da respiração para detetar doenças como cancro dos pulmões, esófago, asma e diabetes, mesmo antes de os sintomas externos aparecerem.
 

O sistema que está a ser agora desenvolvido apresenta várias vantagens, incluindo resultados quase instantâneos, elevada sensibilidade e capacidade de testar várias moléculas simultaneamente. Uma das características chave deste sistema é o facto de ter um espectrómetro de elevada precisão que regista o resultado espectral ao lançar milhões de frequências de luz diferentes na amostra de gás. Moléculas diferentes absorvem luz a frequências distintas, fornecendo assim uma “impressão digital” ótica única.
 

“Atualmente temos um sistema robusto capaz de detetar a presença e as concentrações de moléculas numa amostra. O próximo passo vai envolver trabalhar na precisão da amostra e no modo como interpretar os níveis das moléculas que naturalmente irão variar de pessoa para pessoa”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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