Sinusite bacteriana pediátrica: novas linhas orientadoras

Estudo da American Academy of Pediatrics

28 junho 2013
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A American Academy of Pediatrics criou novas linhas orientadoras para o diagnóstico da sinusite pediátrica bacteriana, tendo definido quais as situações que necessitam de tratamento com antibiótico.
 

A sinusite aguda bacteriana, que tem geralmente a duração máxima de um mês, causa inflamação e inchaço dos seios nasais, o que conduz à acumulação de muco e à dificuldade respiratória.
 

Intituladas "Clinical Practice Guideline for the Diagnosis and Management of Acute Bacterial Sinusitis in Children Aged 1 to 18 Years", as novas linhas de orientação incluem alterações relativamente às publicadas em 2001, no sentido de ajudar os médicos a obter um diagnóstico mais preciso. Estas novas recomendações tiveram por base a análise de 17 estudos realizados desde 2001.
 

De acordo com Michael Smith, que escreveu o novo relatório técnico, a sinusite bacteriana pode ser diagnosticada se a criança com infeção superior respiratória aguda, apresentar sintomas que já duram pelo menos há dez dias, ou com início súbito de sintomas graves, incluindo corrimento nasal durante três dias consecutivos e febre.
 

A American Academy of Pediatrics não recomenda a realização de exames imagiológicos e refere que o diagnóstico da sinusite aguda bacteriana se deve basear na presença de corrimento nasal, tosse e febre após tratamento inicial.
 

Segundo  as novas linhas orientadoras, apenas as crianças com sintomas graves devem fazer tratamento com antibiótico. Este tipo de tratamento apenas deve ser feito caso os sintomas continuem a piorar 72 horas após o seu início. Estas recomendações contrastam com as de 2001, as quais defendiam a toma de antibióticos para todas a crianças diagnosticadas com esta condição.
 

No caso de ser necessário, os especialistas aconselham a toma do antibiótico amoxicilina que poderá ser alterado se os sintomas não melhorarem após 72 horas. Estudos anteriores revelaram que apesar de os antibióticos melhorarem alguns dos casos de sinusite, a maioria dos pacientes consegue recuperar sem toma destes fármacos ao fim de duas semanas.
 

Segundo os autores desse estudo, liderados por Anneli Ahovuo-Saloranta do Escritório Finlandês de Tecnologia da Saúde, os riscos de saúde para o paciente e para a sociedade podem ultrapassar os benefícios dos antibióticos, no caso de uma sinusite simples. Isto é especialmente relevante quando se tem em conta que o uso excessivo de antibióticos conduz à resistência antimicrobiana", de acordo com um dos autores desse estudo, Anneli Ahovuo-Saloranta.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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