Sintomas precoces de Alzheimer identificados

Estudo publicado na revista “Neurology”

19 janeiro 2015
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Os indicadores de perda de memória em quem desenvolve a doença de Alzheimer podem ser precedidos de depressão, alterações comportamentais e distúrbios no sono, atesta um novo estudo.
 

A doença de Alzheimer é progressiva, incurável e fatal, provocando perdas de memória, bem como alterações na personalidade, raciocínio e opinião. Esta doença é responsável pela maioria dos casos de demência.
 

Conduzido por uma equipa liderada por Catherine Roe, assistente de neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Washington, EUA, o estudo teve como objetivo “saber melhor como funciona a Alzheimer antes mesmo de as pessoas serem diagnosticadas com demência”.
 

Para o estudo, os investigadores seguiram 2.400 pessoas de meia-idade por um período de sete anos. Os participantes tinham 50 anos ou mais e não evidenciavam problemas de memória e raciocínio no início do estudo.
 

Durante o período de acompanhamento, metade manteve-se cognitivamente normal, ao passo que a outra metade desenvolveu problemas de memória e de raciocínio indicativos de demência.
 

Adicionalmente, 30 por cento dos participantes que desenvolveram demência tiveram depressão 4 anos após o início do estudo, em comparação com apenas 15 por cento dos participantes que não apresentaram demência.
 

Em suma, os participantes que desenvolveram demência apresentaram o dobro da probabilidade de serem diagnosticados com depressão mais rapidamente do que os que não desenvolveram demência.
 

Foi igualmente apurado que outros sintomas como a apatia, ansiedade, irritabilidade e alterações no apetite também se manifestaram mais cedo nos pacientes que vieram a evidenciar os sintomas típicos da demência.
 

A autora principal do estudo adianta que ainda não foi determinado se a depressão ou outras alterações comportamentais ou de humor resultam das mesmas alterações no cérebro que contribuem para a doença de Alzheimer ou se constituem uma resposta psicológica de reação à doença. Mais, este estudo demonstrou uma associação entre alterações comportamentais e o risco de Alzheimer mas não uma relação de causa e efeito.
 

Portanto, conclui Catherine Roe, “se se sente ansioso, deprimido ou cansado não precisa preocupar-se de imediato porque na maioria dos casos isso não tem nada a ver com um processo subjacente de Alzheimer”. No entanto, uma especialista adverte que se alguém notar em alterações substanciais no próprio comportamento ou humor ou no de um ente querido, deverá consultar um médico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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