Sintetizada proteína relacionada com doença congénita incurável

Doença conhecida como displasia ectodermal hipohidrótica

11 abril 2003
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Investigadores suíços conseguiram, numa experiência conduzida em animais, sintetizar e transmitir ao feto uma proteína que, quando ausente, está na origem de uma doença incurável que afecta um recém-nascido em cada 50 mil.
 

 

A proteína sintetizada pelo Instituto de Bioquímica da Universidade de Lausana é indispensável na formação das glândulas sudoríparas no feto e das estruturas associadas à superfície da pele. A sua ausência, ligada a um gene deficiente do cromossoma X, provoca uma doença conhecida como displasia ectodermal hipohidrótica, que não tem cura.
 

 

Para levar essa proteína até ao embrião no ventre materno, os investigadores suíços utilizam um «transportador» situado na placenta. A experiência teve êxito num ensaio com animais, o que deixa antever a possibilidade da sua aplicação terapêutica no ser humano.
 

 

Para desenvolver as aplicações pré-clínicas e clínicas da descoberta, a Faculdade de Medicina de Lausana assinou um acordo com a Apoxis, uma empresa de biotecnologia ligada ao instituto.
 

 

A função natural do transportador é capturar os anticorpos do sangue da mãe e levá-los até ao feto, assegurando desse modo a sua primeira defesa imunitária. A descoberta foi publicada na edição de Abril da revista científica internacional «Nature Medicine».
 

 

Fonte: Lusa
 

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