Síndrome Respiratório do Médio Oriente é preocupante mas não emergente

Dados da Organização Mundial da Saúde

19 junho 2014
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O Síndrome Respiratório do Médio Oriente (MERS) infetou mais de 700 pessoas, das quais 249 faleceram. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a transmissão do vírus é "preocupante" mas não é uma emergência.
 

O diretor-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, apresentou esta semana os últimos resultados sobre o MERS, que surgiu pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que os 16 membros do Comité de Emergência sobre o MERS reuniram-se pela sexta vez esta semana, tendo analisado a situação e a gravidade da expansão do vírus.
 

Os especialistas concluíram de forma unânime que, apesar da gravidade, não estão reunidas as condições para declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional.
 

O facto de o número de casos não ter aumentado consideravelmente, como sucedeu em meados de abril, e também por "não haver provas" da transmissão entre humanos na comunidade, fazem descartar, por agora, a declaração de emergência. Até à data, detetaram-se duas formas de transmissão: de camelos a humanos, e em infeções hospitalares.
 

"O facto de ainda desconhecermos com exatidão como o vírus se infeta exatamente, obriga-nos a determinar que a situação é preocupante", afirmou Fukuda.
 

As principais recomendações são para que as pessoas que se relacionem com camelos aumentem as precauções, e que os enfermeiros e pessoal sanitário que frequenta os centros de saúde seja extremamente cuidadoso.
 

De acordo com o comité, ainda não se pode baixar a guarda porque o vírus "ainda mata um número significativo de pessoas que são infetadas". Por agora, a taxa de mortalidade é de 36%.

 

Outro aspeto reforçado pelo comité foi o perigo que o aumento das viagens à Arábia Saudita constitui, já que se esperam milhões de pessoas para as peregrinações a Meca durante o Ramadão.

 

Neste caso, a OMS solicita que se transmita informação aos peregrinos para que estejam conscientes do perigo que enfrentam e para que tomem medidas de precaução adequadas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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