Síndrome Respiratória do Médio Oriente: preocupação aumentou

Alerta da Organização Mundial de Saúde

16 maio 2014
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A preocupação com a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS) “aumentou significativamente” admitiu a Organização Mundial de Saúde (OMS), numa altura em que já morreram 145 pessoas com a doença.
 

Num comunicado emitido pela OMS, ao qual a agência Lusa teve acesso, a organização informa que a comissão de emergência convocada para discutir a MERS “enfatizou que a sua preocupação com a situação aumentou significativamente”.
 

As preocupações centram-se no rápido aumento de casos, na fragilidade sistémica na prevenção e controlo da infeção, assim como nas falhas existentes na informação clínica e na possível exportação de casos para países especialmente vulneráveis.
 

Apesar de “a seriedade da situação ter aumentado em termos de impacto para a saúde pública”, a OMS sublinha que não há evidência de transmissão sustentada de humano para humano.
 

A Comissão de Emergência deliberou assim que não estão ainda reunidas as condições para uma Emergência de Saúde Pública de Envergadura Internacional (PHEIC), que é definida pelo Regulamento Internacional de Saúde que permitiria a emissão de recomendações temporárias aos Estados membros.

 

Ainda assim, a Comissão “apelou fortemente” aos países, particularmente os que já registaram casos, que tomem medidas imediatas para melhorar as políticas para a prevenção e o controlo da infeção.

 

A OMS recomenda que seja iniciada e acelerada a investigação para entender a epidemiologia, os fatores de risco e a eficácia das medidas de controlo; que os países particularmente vulneráveis, especialmente na África Subsaariana sejam apoiados; que seja reforçada a identificação e gestão de casos e melhorada a sensibilização e a comunicação do risco ao público, profissionais de saúde, grupos de risco e decisores políticos. A OMS, que apela ainda à disseminação de informação em caso de grandes concentrações de pessoas para evitar o contágio.

 

O coronavírus do MERS é considerado um 'primo', mais mortal, mas menos contagioso, do vírus responsável pela Síndroma Respiratória Aguda Severa, que em 2008 fez cerca de 800 mortos em todo o mundo. Tal como aquele vírus, provoca uma infeção pulmonar e os afetados sofrem de febre, tosse e dificuldades respiratórias, não havendo por enquanto tratamento preventivo para a doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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