Síndrome metabólica afeta 30% dos portugueses

Debate na Faculdade de Medicina no Porto

30 outubro 2014
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Na passada quarta-feira, 29 de outubro, reuniram-se, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), um conjunto de especialistas para debater a Síndrome Metabólica, noticiou a agência Lusa.
 

O debate teve lugar no Auditório do Centro Investigação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e reuniu Hercília Guimarães (neonatologista), Manuel Vaz Silva (cardiologista), Nuno Borges (nutricionista) e Davide Carvalho (endocrinologista).
 

A Síndrome Metabólica consiste num conjunto de fatores de risco que predispõem para uma morte prematura e que afeta “cerca de 30% da população portuguesa”. A diretora do Departamento de Bioquímica da FMUP e promotora do evento, Raquel Soares, explicou que a obesidade, a diabetes e a hipertensão arterial são alguns dos fatores que fazem da síndrome metabólica um “cocktail explosivo” em termos de saúde.
 

Segundo a organização do VI Simpósio em Metabolismo da FMUP, “a prevalência da Síndrome Metabólica tornou-se num problema de saúde pública que tem alarmado a comunidade científica. Associada aos hábitos de vida promovidos pelas sociedades modernas, sobretudo no que se refere ao sedentarismo e aos desequilíbrios alimentares, promove uma série de alterações metabólicas, como resistência à insulina, subida da pressão arterial e dos níveis de triglicerídeos, redução dos níveis do colesterol HDL e obesidade abdominal”.
 

As principais vítimas da Síndrome Metabólica são, segundo a mesma fonte, homens com mais de 40 anos. As mulheres, todavia, também estão susceptíveis à doença, principalmente as que entraram na menopausa e que sofrem, por isso, alterações hormonais significativas.
 

Segundo Raquel Soares, “a chave do sucesso para o combate à Síndrome Metabólica é o diagnóstico precoce e a sensibilização do paciente para a importância dos seus hábitos de vida no desenvolvimento da síndrome”.
 

“Só assim é possível reverter a instalação das alterações metabólicas cujo impacto pode ser devastador, provocando o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o enfarte, o acidente vascular cerebral (AVC) e a morte súbita”, afirmou ainda.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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