Síndrome do ovário policístico: pequeno-almoço é importante

Estudo conduzido pela Universidade de Tel Aviv, Israel

20 agosto 2013
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Um estudo recente sugere que o controlo dos níveis de insulina em mulheres com a síndrome do ovário policístico, através de um pequeno-almoço bem reforçado e de um jantar com calorias reduzidas, pode aumentar a fertilidade.

 

As mulheres com a síndrome do ovário policístico são na maioria resistentes á insulina. Isto significa que o organismo destas mulheres produz demasiada insulina, que eventualmente vai para os ovários e desencadeia a produção de testosterona conduzindo a um decréscimo na fertilidade.

 

Para o estudo, os investigadores liderados por Daniela Jakubowicz, contaram com a participação de 60 mulheres com síndrome do ovário policístico e que possuíam um índice de massa corporal (IMC) normal.

 

As mulheres seguiram uma dieta de 1800 quilocalorias, distribuídas de forma diferente, por dois grupos: um grupo consumiu uma dieta com um pequeno-almoço reforçado de 980 calorias, um almoço de 640 calorias e um jantar de 190 calorias; as mulheres do segundo grupo seguiram uma dieta com um pequeno-almoço ligeiro de 190 calorias, um almoço de 640 calorias e um jantar de 980 calorias.

 

Foram analisados os níveis de insulina, glicose e testosterona nas participantes 90 dias após o início desta dieta. Foram também recolhidos dados relativos à ovulação e menstruação nas mulheres. Os resultados demonstraram não se verificarem aumentos no IMC em ambos os grupos.

 

Todavia, as mulheres do grupo com o jantar reforçado continuavam a exibir altos níveis de insulina e de testosterona. Por seu turno, as mulheres do grupo com o pequeno-almoço reforçado apresentavam uma diminuição de 56% na resistência á insulina, assim como uma descida de 50% nos níveis de testosterona. Estas reduções nos níveis de insulina e de testosterona conduziram a um aumento no índice de ovulação.

 

Segundo Daniela Jakubowicz, o facto de se comer mais de manhã e menos á noite está em sintonia com as 24 horas do ciclo metabólico do organismo. Esta dieta não respeita a perda de peso mas sim a gestão da produção de insulina. Adicionalmente, seguir este tipo de dieta poderá ajudar as mulheres com outros sintomas associados à síndrome do ovário policístico, como o excesso de pelo, oleosidade capilar, queda de cabelo e acne.

 

Mais, considerando que a síndrome do ovário policístico tem impacto sobre a fertilização in vitro e aumenta o risco de aborto espontâneo, fazer a gestão dos níveis de insulina poderá também ajudar com estas questões.

 

Em termos de saúde geral, um estudo recente demonstrou que a adoção de um pequeno-almoço, com cerca de 700 calorias, promove a perda de peso, reduz o risco da diabetes, de doenças cardiovasculares e de colesterol.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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