Síndrome do Golfo pode dever-se a exposição química

Teoria do stress é posta em causa

08 novembro 2004
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 As autoridades norte-americanas alteraram a sua posição sobre a síndrome do Golfo. Até hoje, o Governo dos EUA não reconhecida esta síndrome. Mas uma fuga de informação sobre um relatório do Departamento de Assuntos dos Veteranos diz que muitos dos sintomas sentidos pelos militares não são justificáveis pelo «stress», mas por exposição a produtos químicos. Cerca de 30 por cento dos militares que estiveram na primeira Guerra do Golfo sofrem de fadiga, dores musculares e das articulações, dores de cabeça e problemas psiquiátricos. Os sintomas e a sua prevalência não são comparáveis aos sintomas de «stress» de guerra de veteranos que estiveram noutros conflitos. Por isso, acreditou-se, desde que estes sintomas foram descritos, que seria uma síndrome nova, provocada por aquele conflito específico. Mas as autoridades não aceitavam esta hipótese, e logo a questão das pensões destes militares não estava assegurada. Agora, com base em estudos nos EUA e Reino Unido, as autoridades norte-americanas dizem que os problemas não são do foro psiquiátrico, mas devido à exposição a insecticidas, gases de nervos e outras substâncias neurotóxicas, incluindo até talvez o mortal gás sarin. Estes neurotóxicos bloqueiam a acção de uma enzima essencial ao funcionamento neurológico - a acetilcolina, responsável pela comunicação entre os neurónios.Fonte: Público

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