Síndrome de Tourette: identificado mecanismo que controla os tiques

Estudo publicado no “Journal of Neuropsychology”

16 dezembro 2013
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O mecanismo cerebral que controla os tiques das crianças com síndrome de Tourette foi descoberto. O estudo publicado no “Journal of Neuropsychology” poderá conduzir ao desenvolvimento de novas terapias não-medicamentosas que ajudem estes pacientes a superar os movimentos repetitivos e os sons vocais que caracterizam esta condição.
 

Na adolescência, há como um período de “poda” onde as ligações cerebrais redundantes são removidas, ocorrendo também outras alterações estruturais e funcionais. Ao longo deste período, cerca de um terço das crianças com esta condição vê os seus tiques desaparecerem e outro um terço consegue controlá-los de uma forma mais eficaz. Contudo, no restante terço, os tiques continuam a acompanhar os pacientes até à idade adulta.  
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, basearam-se na hipótese de uma região do cérebro, o estriado, estar excessivamente ativada como resultado de alterações ocorridas durante o desenvolvimento do cérebro. Como resultado, os sinais que são transmitidos para a região do córtex cerebral conduzem a uma excessiva excitabilidade e ao consequente aparecimento de tiques.
 

Assim, os investigadores analisaram como a hiperatividade e os tiques resultantes poderiam ser controlados através da diminuição da excitabilidade do córtex. Através da utilização de um método denominado por estimulação magnética transcraniana, os investigadores constataram que, comparativamente com as crianças sem síndrome de Tourette, as que sofriam desta condição apresentavam uma menor capacidade de modular a hiperatividade cerebral.
 

Os investigadores utilizaram ainda um outro método similar, a estimulação transcraniana por corrente contínua (TDCS), para estudar o cérebro das crianças com síndrome de Tourette. Resultados preliminares sugeriram que este método pode diminuir a excitabilidade neuronal e ser capaz de suprimir os tiques por longos períodos de tempo.
 

“Estes resultados são importantes na medida em que os pais destas crianças estão ansiosos por encontrar uma terapia segura, eficaz e alternativa aos tratamentos farmacológicos”, revelou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Amelia Draper.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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