Síndrome de ovário poliquístico: perda de peso e exercício físico melhoram fertilidade

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

29 setembro 2015
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A perda de peso e a prática de exercício aumenta a ovulação nas mulheres com síndrome de ovário poliquístico, um distúrbio hormonal comum que causa frequentemente infertilidade, refere um estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”.
 
A síndrome dos ovários poliquísticos é a causa mais comum de infertilidade feminina. A condição ocorre quando o organismo de uma mulher produz quantidades ligeiramente superiores de testosterona e outros andrógenos, hormonas sexuais associadas a traços masculinos. O desequilíbrio hormonal resultante pode causar períodos menstruais irregulares ou ausentes, aumento de peso, acne, excesso de pelos no rosto e no corpo ou queda de cabelo. 
 
As mulheres com síndrome dos ovários poliquísticos tomam frequentemente contracetivos orais para regular o ciclo menstrual e reduzir os níveis de androgénios no organismo. Estudos anteriores indicaram que o pré-tratamento de curta duração de contracetivos orais pode aumentar a taxa de gravidez entre mulheres com síndrome dos ovários poliquísticos.
 
Neste estudo, os investigadores do Colégio de Medicina do estado da Pensilvânia, nos EUA, decidiram comparar o efeito que as intervenções antes da conceção podem ter na fertilidade.
 
O estudo analisou o sucesso da gravidez de 149 mulheres com síndrome dos ovários poliquísticos que tomaram contracetivos orais, que alteraram o seu estilo de vida ou que realizaram ambos, ao longo de quatro meses. As participantes tinham entre 18 a 40 anos e tinham excesso de peso ou eram obesas.
 
Entre as 49 mulheres que tinham tomado contracetivos orais, cinco ficaram grávidas. Das 50 inseridas no grupo de intervenção, 13 tiveram bebés. Doze das 50 mulheres submetidas à combinação das duas intervenções deram à luz.
 
O estudo apurou que as mulheres que alteraram o seu estilo de vida e que tomaram contracetivos orais eram mais propensas a ovular do que aquelas que só tomaram este tipo de fármacos. Adicionalmente, as mulheres que adotaram alterações no estilo de vida e que foram submetidas à combinação das duas intervenções apresentavam uma melhor sensibilidade à insulina e níveis mais baixos de triglicerídeos, comparativamente com aquelas que apenas tomaram contracetivos orais.
 
“O estudo indica que a perda de peso e a prática de exercício físico antes da gravidez melhoram a saúde reprodutiva e metabólica. Por outro lado, a toma isolada de contracetivos orais piorou o perfil metabólico e não melhorou a ovulação. As alterações do estilo de vida são uma parte importante de qualquer tratamento de fertilidade para as mulheres com síndrome dos ovários poliquísticos que têm excesso de peso ou são obesas”, conclui um dos autores do estudo, Richard S. Legro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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