Síndrome de excitação sexual persistente: problema neurológico

Descoberta publicada na revista “PAIN Reports - IASP”

14 janeiro 2020
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Num estudo, Saurabh Sharma e colegas revelam que uma avaliação e abordagem neurológica à síndrome de excitação sexual é mais eficiente no encontro do tratamento eficaz.
 
A síndrome de excitação sexual persistente é rara e afeta maioritariamente mulheres. Caracteriza-se pela experiência de excitação sexual inesperada que ocorre várias vezes ao dia, sem motivo.
 
Para a investigação foram observadas por neurologistas 10 mulheres. Muitas delas experienciavam orgasmos e excitação sexual que durava horas ou dias, fora do contexto. Todas as mulheres relataram que o problema lhes causou mais ansiedade ou depressão.
 
Os tratamentos psiquiátricos nestas pacientes foram todos ineficazes, sendo que uma das pacientes passou por hospitalizações psiquiátricas e sessões de terapia electroconvulsiva. A medicação e injeções pioravam até o problema.
 
Por outro lado, a avaliação neurológica ajudou a identificar possíveis causas da síndrome. 9 das 10 mulheres tinham sintomas somatossensoriais co-localizados, como dor pélvica, na nádega ou perna.
 
As análises neurológicas permitiram ainda descobrir lesões na raiz nervosa espinhal, anormalidades na condução nervosa e perturbações nos nervos sensoriais.
 
Estas análises levaram a tratamentos neurológicos eficazes. Uma paciente ficou curada com a remoção de quistos nos nervos da região sacral. Outra paciente obteve alívio duradouro com uso específico de um antidepressivo associado ao início dos sintomas.
 
Noutra paciente, a imunoglobulina IV melhorou os sintomas da síndrome e de outros sintomas neurológicos.
 
Sharma explica que pelo menos alguns casos da síndrome têm origem em lesões que afetam as redes sensoriais da zona pélvica e sugere que sejam vistos como um problema de sensação como a dor ou comichão neuropáticas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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