Síndrome de excitação sexual intriga especialistas

Médicos ingleses pedem mais estudos

26 março 2006
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Médicos ingleses pediram na semana passada para que sejam feitos mais estudos sobre uma misteriosa síndrome sexual feminina com sintomas nunca vistos em casos de distúrbios sexuais entre mulheres.
 

 

Ao contrário das disfunções mais comuns, a Síndrome de Excitação Sexual Persistente (a sigla em inglês é PSAS) leva a doente a ter constantes e infundadas explosões de excitação sexual.
 

 

"A PSAS ocorre quando uma mulher fica involuntariamente excitada por períodos longos de tempo sem, no entanto, ter desejo sexual", explicou o médico David Goldmeier, do St. Mary''s Hospital, em Londres, Inglaterra.
 

 

Em relatório publicado no Jornal Internacional de DSTs e Sida, o especialista refere que a PSAS é embaraçosa e muito desgastante para a mulher. Algumas vítimas chegam a pensar em cometer suicídio.
 

 

Na maioria dos casos, as origens da disfunção são desconhecidas, mas um grande número de mulheres notou os sintomas depois de parar de tomar anti-depressivos. Como poucos casos foram estudados, pouco se sabe sobre este problema ou quais os melhores tratamentos para esta condição, que foi diagnosticada pela primeira vez em 2001. "Esta é uma matéria que merece um estudo continuado, não apenas porque é uma condição desgastante, mas também porque o tratamento deve levar-nos a um melhor entendimento de outros aspectos da sexualidade feminina", referem Goldmeier e Sandra Leiblum, da Robert Wood Johnson Medical School, em Piscataway, EUA.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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