Síndrome da fadiga crónica não foi associada a retrovírus

Estudo publicado no PLoS One põe em causa investigação norte-americana

18 janeiro 2010
  |  Partilhar:

Num artigo publicado este mês no PLoS One, cientistas britânicos do King's College e da Imperial College de Londres põem em causa um estudo norte-americano, divulgado no ano passado na revista “Science”, o qual relacionava o vírus XMRV com a síndrome da fadiga crónica (SFC).

 

Neste estudo recente, os cientistas britânicos seleccionaram amostras de sangue de 186 pessoas que sofriam da síndrome. Num questionário realizado antes da recolha de sangue, 90% dos pacientes afirmaram, com certeza ou com grande probabilidade, que a doença tinha começado com uma infecção viral.

 

Os especialistas enviaram as amostras para que fossem analisadas laboratorialmente. Contudo, e ao contrário do indicado no estudo norte-americano, os cientistas referem não terem conseguido detectar o vírus XMRV no sangue dos pacientes.

 

O estudo norte-americano apresentou resultados bem diferentes: em 101 indivíduos com a síndrome, 68 estavam infectados com o retrovírus.

 

Os cientistas britânicos concluem que a diferença de resultados poderá estar relacionada com a forma como a investigação foi conduzida e aconselham a que os doentes se abstenham de tomar anti-retrovirais para o XMRV, dado que não existem provas suficientes de que estes fármacos possam ser necessários ou úteis na SFC.

 

No estudo, a equipa liderada por Myra McClure reforça ainda a importância da divulgação deste estudo, uma vez que muitos doentes com a síndrome estavam esperançados nos resultados de novos fármacos desenvolvidos para combater este vírus.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.