Síndrome da fadiga crónica associada à menopausa precoce

Estudo publicado na revista “Menopause”

06 fevereiro 2015
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A síndrome da fadiga crónica está associada à menopausa precoce, defende um estudo publicado na revista “Menopause”.
 

Esta associação, bem como as associações a outros problemas ginecológicos e dor pélvica, podem explicar por que motivo a síndrome da fadiga crónica é duas a quatro vezes mais comum nas mulheres do que nos homens, sendo mais prevalente nas mulheres com 40 anos.
 

Para o estudo, os investigadores do Centro de Controlo de Doenças, dos EUA, contaram com a participação de 84 mulheres com síndrome da fadiga crónica e 73 mulheres saudáveis que preencheram um questionário detalhado sobre os antecedentes ginecológicos.
 

O estudo apurou que, comparativamente com as mulheres saudáveis, aquelas que tinham síndrome da fadiga crónica apresentavam um risco 12 vezes mais elevado de terem dor pélvica que não estava associada à menstruação. As mulheres com esta síndrome também tinham hemorragias intensas mais frequentes, assim como mais hemorragias entre os períodos menstruais e ausência destes. Adicionalmente, estas pacientes tomavam mais hormonas para o tratamento de períodos irregulares e tinham mais frequentemente sintomas associados à menopausa ou perda óssea do que as mulheres incluídas no grupo de controlo.
 

Os investigadores constataram também que 66% das mulheres com síndrome da fadiga crónica tinham sido submetidas a pelo menos uma cirurgia ginecológica (maioritariamente histerectomia), comparativamente com apenas 32% das mulheres saudáveis. Estas pacientes também entravam na menopausa mais cedo, devido à frequência mais elevada de realização de histerectomias.
 

Apesar da síndrome da fadiga crónica já ter sido anteriormente associada à dor pélvica e condições ginecológicas, como endometriose, ovários poliquísticos e alterações menstruais, este é primeiro estudo que mostra uma associação com a menopausa precoce. Na base desta associação podem estar disfunções nas hormonas sexuais, diminuição dos seus níveis ou mesmo ausência deste tipo de hormonas.
 

De acordo com os autores do estudo, os médicos devem estar atentos aos sintomas de síndrome da fadiga crónica, como problemas de sono ou de memória, dores musculares e das articulações e agravamento dos sintomas após o exercício nas mulheres com problemas ginecológicos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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