Síndrome da bata branca em diabéticos tipo 2

Estudo publicado na revista “Diabetes Care”

08 janeiro 2009
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A síndrome da bata branca (tensão arterial que se eleva subitamente na presença do médico) é inofensiva na maioria das pessoas, mas aumenta o risco de complicações microvasculares em pacientes com diabetes tipo 2, de acordo com um estudo publicado na revista “Diabetes Care”.
 

 

Para aferir a influência da hipertensão provocada pela síndrome, a equipa liderada por Caroline Kramer do Hospital de Porto Alegre, no Brasil, avaliou 46 diabéticos com níveis de pressão arterial normais durante a actividade diária, mas que apresentavam níveis elevados na presença do médico.
 

 

Estes pacientes foram comparados com 117 pacientes que apresentavam tensão arterial normal nas duas circunstâncias. Nenhum dos pacientes recebia tratamento farmacológico.
 

 

O estudo revelou que os denominados “hipertensos de bata branca” apresentavam uma pressão arterial sistólica média ligeiramente mais alta do que a do grupo de controlo durante a monitorização diurna (126,6 e 123,2 mm Hg, respectivamente) e durante a monitorização ambulatória de 24 horas (124,7 e 121,0 mm Hg, respectivamente).
 

 

Depois de análises adicionais, a equipa descobriu que a “hipertensão de bata branca” estava associada a uma possibilidade quase três vezes superior ao normal de vir a desenvolver retinopatia diabética.
 

 

Deste modo, os cientistas avisam que, nos diabéticos, "a hipertensão de bata branca não deve ser considerada uma condição inofensiva e deve ser tratada".
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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