Síndroma pré-menstrual: Um problema do século XX

Sintomas que antecedem a menstruação resultam de mudanças de estilo de vida

24 junho 2001
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A síndroma pré-menstrual, que “ataca” algumas mulheres no período antes da menstruação, é um problema que surgiu no século passado devido à mudança de estilo de vida do sexo feminino. Estas são afirmações dadas à “Salutia” por investigadores do Hospital Israelita Albert Einstein.
 

 

 

As explicações parecem lógicas. A mulher só menstrua quando não está grávida. Mas nos séculos passados, as mulheres passavam a maior parte do tempo fértil grávidas. E, se a média de filhos, por cada mulher, fosse seis, estas passariam a amamentar um por cerca de dois anos. Esta facto reduzia consideravelmente a possibilidade de distúrbios hormonais, afirmam os especialistas.
 

 

 

No início do século XX tudo mudou. As mulheres passaram a dar à luz, em média, dois bebés, que são amamentados por cerca de 120 dias.
 

 

 

Mais. A menarca, ou seja a primeira menstruação, que antigamente ocorria após os 17 anos, tem surgido, a cada geração, um ano mais cedo, estando hoje por volta dos 12 anos.
 

 

 

Hoje em dia, as mulheres passam a maior parte do tempo da sua vida menstruando mensalmente, o que facilitou o aparecimento, por volta da década de 30, da chamado síndroma pré-menstrual, explicaram os especialistas.
 

 

 

A síndroma caracteriza-se por um grupo de sintomas físicos, psíquicos ou comportamentais. Estudos recentes estimam que entre 45 e 70 por cento das mulheres em idade reprodutiva sofra deste problema em algum momento da vida, mas apenas de dois a nove por cento desenvolve a forma mais grave do distúrbio.
 

 

 

A síndroma pré-menstrual pode caracterizar-se em A, C, D e H. No A ocorre ansiedade e consequências como hostilidade e agitação. Na C há a compulsão alimentar, principalmente para doces. Já na D predominam os sintomas depressivos nos 15 dias que antecedem à menstruação: sensibilidade, choro ou ideias de suicídio.
 

 

No H, ocorrem principalmente dores, provocadas pela inchaço dos seios, cólicas e dores musculares.
 

 

 

Medidas psicossociais, nutricionais e farmacológicas podem ajudar a resolver o problema, indicaram os especialistas. Apesar do síndroma ter uma base neuroendocrinológica, o tratamento deve incluir aspectos psicológicos, como grupos de apoio e educação.
 

 

 

Exercício físico, bem como técnicas de relaxamento (yoga, massagens e meditação) melhoram sensivelmente os casos do tipo A, afirmaram os especialistas.
 

 

 

Uma dieta rica em proteínas e fibras, mas pobre em açúcar refinado e sal, é a recomendação dos especialistas. Excessos de leite, sal e doces podem piorar o quadro.
 

Os laticínios interferem na absorção do magnésio que, por sua vez, altera os níveis de serotonina, um neurotransmissor importante para a manutenção do bom humor. Os doces com açúcar refinado promovem retenção de sódio, que retém água e provoca inchaço.
 

 

 

Adaptado por:Paula Pedro Martins
 

 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CNN
 

 

 

 

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