Síndroma da Guerra do Golfo é associada a vacina

Relatório do Exército lança polémica

19 janeiro 2004
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Depois dos serviços de saúde norte-americanos terem admitido um aumento de suicídios entre soldados estacionados no Iraque, é agora a vez do exército britânico lançar um relatório que promete acender a polémica.
 

Embora não tenha sido publicado de modo oficial, o relatório que chegou à imprensa inglesa refere que as vacinas dadas aos soldados do país antes da Guerra do Golfo de 1991 provocaram doenças associadas à Síndroma da Guerra do Golfo, afirmou a edição desta segunda-feira do jornal «Times».
 

Segundo o documento, o tenente-coronel Graham Howe, director de psiquiatria do Serviço de Saúde das Forças Britânicas na Alemanha, relacionou a vacina à doença depois da Agência de Pensões de Guerra lhe ter pedido para analisar o caso do militar Alex Izett, que sofre de osteoporose e depressão aguda.
 

Howe, de acordo com o Times, afirmou no relatório não-publicado que as injecções «secretas» dadas ao soldado «provavelmente levaram ao desenvolvimento da osteoporose».
 

O tenente-coronel chegou a essa conclusão porque Izett acabou por não ser enviado ao Iraque, disse o jornal. O relatório tem data de Setembro de 2001 e foi entregue ao jornal por Izett.
 

A existência da Síndroma da Guerra do Golfo e as suas possíveis causas têm sido calorosamente debatidas. Em vários estudos efectuados, a doença já foi relacionada a inoculações que os veteranos receberam, pesticidas que tocaram, fumo de petróleo queimando, stresse e organofosfatos – substâncias que afectam o sistema nervoso humano.
 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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