Síndroma da classe económica e a embolia pulmonar

Estudo espanhol alerta para a relação

21 abril 2002
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A denominada síndroma da classe económica pode degenerar, em casos extremos, numa embolia pulmonar, segundo um estudo inédito divulgado na semana passada pelo Hospital Ramón y Cajal efectuado com base em passageiros que chegaram ao aeroporto madrileno de Barajas.
 

 

Nos últimos seis anos, este hospital já atendeu 16 casos graves. A incidência desta doença é directamente proporcional à duração do voo.
 

 

Este estudo, apresentando no âmbito do VII Congresso da Sociedade Madrilena de Pneumologia e Cirurgia Torácica, foi realizado durante seis anos sobre uma amostra de 76 milhões de passageiros, segundo dados estatísticos deste aeroporto.
 

 

Segundo os últimos dados publicados em diversas revistas científicas como o New England Journal of Medicine e The Lancet, cerca de 19% dos passageiros de voos de mais de oito horas de duração desenvolvem esta síndroma, caracterizado pela formação de coágulos no sangue, que se traduzem no inchaço das pernas, calor e dores que nos piores dos casos podem levar à morte da pessoa.
 

 

No caso do estudo espanhol, os investigadores comprovaram que estes coágulos podem chegar aos pulmões provocando embolias pulmonares. Os sintomas desta patologia são a dispneia (sensação de falta de ar) e dor torácica.
 

 

Como medida de precaução, os especialistas recomendam que se evite a imobilidade, dando passeios pelo avião, assim como a abundante ingestão de água e a abstenção de consumir álcool durante a viagem. Contudo, os especialistas insistem, sobretudo, em reivindicar que sejam melhoradas as condições de espaço nos voos de classe económica.
 

 

Fonte: Diário Digital
 

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