Sindicatos médicos acusam empresários de querer comprar clínicos a saldo
14 outubro 2001
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Os sindicatos médicos acusaram na sexta-feira a Associação Empresarial Portuguesa (AEP) de pretender «comprar clínicos a saldo», recordando ainda que o vínculo dos médicos à função pública existe «porque o Estado o quer».
 

 

As críticas às propostas apresentadas pela AEP, num estudo intitulado «Uma nova ambição para Portugal - Repensar o Estado, dinamizar a iniciativa privada e mobilizar a sociedade civil» - foram particularmente fortes por parte da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que acusa a AEP de querer «comprar [médicos] à peça».
 

 

No documento divulgado, entre outras propostas para o sector da Saúde, os empresários defendem a «substituição do vínculo definitivo dos médicos ao Estado, como funcionários públicos, pela contratualização de serviços».
 

 

Bastonário critica
 

 

As propostas de liberalização da Farmácia defendidas pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) «não trazem nenhum ganho para os utentes do sistema de saúde e farmácias»,apontou o Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos.
 

 

À margem do Simpósio Farmacêutico 2001, que hoje decorre em Matosinhos, Aranda da Silva mostrou-se surpreendido pelo facto de a AEP, «em vez de se preocupar com os problemas dos seus associados, se preocupe com um sector que tem um elevado grau de satisfação por parte dos utentes e, dentro do sistema de saúde, talvez seja o que funciona melhor».
 

 

Segundo o Bastonário, as propostas da AEP - constantes do estudo «Uma nova ambição para Portugal», apresentado demonstram «um grande desconhecimento do próprio sector».
 

 

Em sua opinião, a liberalização da farmácia e de venda de medicamentos fora do circuito farmacêutico «não defende o interesse nacional, mas visa, a médio prazo, a entrega do sector aos grandes interesses internacionais das multinacionais».
 

 

A promoção dos genéricos é a única proposta da AEP que colhe a simpatia da Ordem dos Farmacêuticos.
 

 

Lusa

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