Sindicato dos Médicos do Norte reage às nomeações para os centros de saúde

Exigidas explicações à ARS-N

27 agosto 2012
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As três primeiras nomeações de novos diretores para os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, publicadas em Diário da República, no passado dia 8 de Agosto, suscitaram polémica.

 

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou o Ministro da Saúde, Paulo Macedo, de cometer "tráfico de influências" e enviou no passado dia 22 de Agosto um requerimento à ARS do Norte exigindo ter conhecimento dos fatores que determinaram a nomeação dos novos diretores executivos de 12 agrupamentos de centros de saúde.

 

A Ordem dos Médicos do Norte já tinha igualmente manifestado "preocupação" relativamente a estas nomeações, alegando a "total ausência de experiência" destas pessoas na área.

 

Em comunicado, o SMN diz que "nunca" a "promiscuidade" e "apropriação dum serviço público pelo clientelismo partidário" foi tão longe.

 

"O despudor, a irresponsabilidade e os inequívocos sinais de tráfico de influências que agridem e minam o Estado de Direito bateram no fundo", acrescenta o sindicato, acusando os dirigentes de estarem a transformar "os serviços públicos pelos quais são transitoriamente responsáveis em agências dos seus próprios interesses e do seu grupo de influência".

 

"São indignos dos cargos que ocupam e da confiança que neles foi depositada para gerirem um património precioso que é de todos os cidadãos», lamenta o SMN, classificando de "escandalosas" e "levianas" as propostas do presidente da ARS do Norte, que dizem vir "quase exclusivamente de estruturas partidárias, de gente estranha ao setor, sem experiência, currículo e perfil para o cargo".

 

O SMN alertou ainda para o facto de a "qualidade da vida em sociedade e da própria democracia" estar a ser posta «em causa» e relembrou que o Serviço Nacional de Saúde ainda há "poucos anos foi classificado como um dos melhores do mundo" devido aos seus níveis de desempenho extraordinários.

 

Em declarações à agência Lusa, a fonte da ARS do Norte disse que "não têm mais nada a acrescentar" ao que já foi dito anteriormente.

 

O Presidente da ARS já havia dito que respeitava a "opinião institucional do Sindicato dos Médicos do Norte", mas que era certo que a "adequação da gestão dos Agrupamentos de Centros de Saúde à prestação dos cuidados de saúde" era garantida pelos "Conselhos Clínicos de cada um, presididos obrigatoriamente por um médico e com vogais representantes das demais categorias de profissionais de saúde".

 

Sobre as críticas apontadas relativamente à ausência de experiência na área da Saúde, a ARS realça que de um total de 21 diretores dos Agrupamentos dos Centros de Saúde da ARS do Norte apenas seis não são médicos ou não estavam anteriormente ligados à área da saúde.

 

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