Sindicato contesta privatização dos cuidados de saúde

Enfermeiros criticam posição do Governo

13 novembro 2002
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O Sindicato dos Enfermeiros acusa o Governo de estar a preparar a privatização dos cuidados primários de saúde e o ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, de estar a faltar ao diálogo.
 

Guadalupe Simões garante que o Sindicato dos Enfermeiros sempre esteve disponível para discutir o assunto com o ministro da Saúde, mas Luís Filipe Pereira nunca deu resposta.
 

 

«O senhor ministro da Saúde não se tem disponibilizado para receber os parceiros sociais, nomeadamente o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que inclusivamente já pediu uma reunião, mas ainda não foi agendada», disse Guadalupe Simões.
 

 

«Com o escancarar da porta, todo o sector da saúde pode vir num futuro próximo a ser privatizado, embora o senhor ministro da Saúde diga que não. Uma possibilidade confirmada com esta proposta de alteração da lei dos cuidados de saúde primários», declarou.
 

«Num futuro próximo fica aberta a porta tanto para a área hospitalar como para os cuidados de saúde primários, nomeadamente ambulatórios, para que os grupos económicos privados possam gerir os cuidados de saúde, nomeadamente as instituições do Serviço Nacional de Saúde», acrescentou.
 

 

Uma das medidas contestadas pelos sindicatos é a que prevê que os directores dos centros de saúde passem a ter poderes que agora pertencem aos enfermeiros chefes, como as avaliações e os estabelecimentos de horários.
 

 

O Sindicato também não concorda com a figura do médico assistente que vai substituir o médico de família.
 

 

«Esta figura do médico assistente que agora é colocada no diploma pressupõe que o pai possa ser acompanhado por um médico, a mãe por outro, os filhos por outro e portanto aquilo que nós entendemos como prioritário que é a promoção da saúde e a prevenção da doença que deverá ser feita ao nível dos cuidados de saúde primários deixa de fazer sentido e mais uma vez se vem a colocar a questão de que este Governo está aposta em tratar a doença, em fazer lucro com a doença e não quer apostar na promoção da saúde e na prevenção da doença».
 

 

Fonte: TSF
 

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