Sinais no braço direito podem prever risco de melanoma?

Estudo publicado no “British Journal of Dermatology”

22 outubro 2015
  |  Partilhar:
O número de sinais presente no braço direito pode ser utilizado para prever o risco de melanoma, o cancro da pele mais mortal, sugere um estudo publicado no “British Journal of Dermatology”.
 
O número de sinais é um dos marcadores mais importantes do risco do cancro da pele, apesar de apenas 20 a 40% dos melanomas resultarem de sinais pré-existentes. Acredita-se que o risco aumente dois a quatro por cento por cada sinal presente no corpo. Contudo, a contagem do número total de sinais em todo o corpo pode ser um processo bastante moroso.
 
Foi neste contexto que os investigadores do King’s College de Londres, no Reino Unido, decidiram determinar se o número de sinais presentes numa área específica do corpo poderia ser utilizado para estimar o número total de sinais em todo o corpo, fornecendo desta forma uma estimativa do risco de melanoma.
 
Para o estudo os investigadores analisaram os dados de 3.594 gémeas caucasianas que integraram o estudo TwinsUK. Foram contadas as sardas e os sinais em 17 zonas do corpo de cada participante, tendo também sido avaliado o tipo de pele, cabelo e cor dos olhos. 
 
Os investigadores verificaram que a contagem de sinais no braço direito era a abordagem mais correta para prever o número total de sinais em todo o corpo. As mulheres que tinham mais de sete sinais no braço direito tinham maior probabilidade de ter pelo menos 50 sinais em todo o corpo e as que tinham 11 tinham uma probabilidade maior de ter mais de 100 sinais no corpo, o que significa que tinham um risco cinco vezes maior de melanoma.
 
O estudo apurou ainda que o número de sinais um pouco acima do cotovelo direito era um forte indicador do número de sinais totais no corpo, assim como o número de sinais nas pernas e o número de sinais presentes nas costas dos homens.
 
Na opinião do líder do estudo, Simon Ribero, estes resultados podem ter grandes implicações no diagnóstico do melanoma.
 
"Estes resultados podem ter um impacto significativo nos cuidados primários, permitindo que os médicos estimem com uma maior precisão o número total de sinais de um paciente muito rapidamente, através de uma parte do corpo de fácil acesso. Isto significa que mais pacientes em risco de melanoma podem ser identificados e acompanhados”, conclui o investigador.
 
De acordo com Claire Knight, do Cancer Research UK, apesar de este ser um método útil, pouco mais de metade dos melanomas desenvolvem-se a partir de sinais já existentes. Desta forma, é importante ter noção do aspeto normal da pele e informar o médico sobre qualquer alteração que ocorra no tamanho, formato, cor e sensação de um sinal.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.