Sífilis alastra em França

Doentes duplicaram em apenas um ano, Paris regista maior incidência

13 janeiro 2004
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O número de casos de sífilis praticamente duplicou em França entre 2001 e 2002, sendo Paris a cidade com maior incidência desta doença ressurgida em 2000. Os dados foram tornados públicos, ontem, com a publicação dos resultados de um inquérito realizado pelo Boletim Epidemiológico Semanal do Ministério da Saúde de França. Devido ao ressurgimento da sífilis, retirada em Julho de 2000 da lista das doenças de declaração obrigatória, foi montada, a partir de Novembro daquele ano, uma rede de vigilância médica.  A partir de então, os médicos da rede assinalaram 37 casos da doença em 2000, 207 em 2001 e 401 em 2002. Desde o início desta vigilância, mais de três quartos dos casos foram registados na região parisiense, 98 por cento dos quais só em Paris. O estudo conclui que a sífilis está a atingir principalmente os homens homossexuais e bissexuais, cuja maioria sabe ser portadora do vírus da sida. Globalmente, contando com todas as regiões do país, 54,1 por cento das pessoas atingidas por esta bactéria eram também portadores do vírus da sida. Entre elas, 85,7 por cento conheciam o seu estatuto serológico, mas 14,3 por cento descobriram-no durante o diagnóstico da sífilis. Entre as causa de contaminação apontadas pelos inquiridos consta «uma relação anónima ou ocasional». A felação não protegida é a prática sexual mais frequentemente citada como fonte provável da infecção. A sífilis é uma doença cuja etiologia e modo de transmissão são bem conhecidos e a terapêutica é efectiva e de baixo custo, possibilitando um elevado índice de cura. Os sintomas incluem lesões indolores geralmente nas regiões genitais, febre, inflamação da garganta, perda de cabelo e gânglios inflamados. O tratamento deve ser feito o mais cedo possível. Regra geral, a sífilis pode ser curada com um tratamento de aproximadamente três meses.  Fonte: Jornal de Notícias

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