Sida: vacina pode chegar em menos de uma década

Declarações de um especialista

10 julho 2015
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Os resultados de um estudo europeu podem conduzir, até ao final do ano, a uma vacina contra a Sida em menos de uma década.
 

O Investigador auxiliar do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), José Marcelino é um dos organizadores de uma conferência “Global Health and Tropical Medicine: HIV Challenges” que, hoje, junta em Lisboa os maiores especialistas europeus sobre VIH/Sida.
 

Em declarações à agência Lusa, o responsável salientou que se tudo “funcionar bem” no trabalho que está a ser feito, em menos de uma década poderá ter-se chegado a uma vacina, que proteja a progressão da infeção e evite novas infeções. “Se tudo ocorrer da maneira que estamos a pensar, ficamos um passo mais perto da vacina”, referiu.
 

O estudo que está a ser realizado, há já vários anos, inclui doentes de Portugal (cerca de mil), França e Alemanha, num total que oscila entre os quatro e os cinco mil. Este estudo é da responsabilidade de um consórcio europeu que está a estudar uma vacina e que funciona no âmbito da rede europeia ERA-Net HIVERA, dedicada à investigação em VIH/Sida.
 

A investigação está a ser dirigido por Patrice Debré (coordenador do consórcio), da Universidade Pierre e Marie Curie (França), que, em declarações à Lusa, diz que, apesar de todos os avanços, ainda não se conhecem “os determinantes da resposta imune que iria controlar o vírus”.
 

Salientando a importância dos estudos em pessoas que conseguem naturalmente controlar a doença, o especialista frisou que o vírus “apresenta uma grande variabilidade, o que lhe permite escapar de formas diferentes às respostas imunitárias”.
 

“Não sabemos induzir respostas imunitárias celulares ou por anticorpos específicos que sejam suficientemente protetoras do homem”, afirmou.
 

De acordo com Patrice Debré, os investigadores trabalham na busca de respostas através das células e de anticorpos, procuram novas metas, mas “é impossível fazer previsões”, porque se trata de um trabalho demorado e por etapas.
 

“Penso que estamos no caminho correto para uma solução, porque a pandemia não se controla com antirretrovirais”, referiu José Marcelino.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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