Sida: Terapias não impedem avanço do vírus no cérebro

Pesquisa publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences

15 maio 2006
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Os fármacos usados com sucesso para conter o avanço do HIV no corpo humano são impotentes para o atacar no cérebro, onde o vírus atinge zonas da actividade motora, linguagem e sentidos, anunciaram cientistas norte-americanos.
 

 

No estudo divulgado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, cientistas norte-americanos da University of Califórnia, em Los Angeles, (UCLA) e da University of Pittsburgh relatam ter descoberto que o cérebro é mais vulnerável ao HIV do que outras partes do corpo, mesmo entre doentes que seguem uma terapia medicamentosa.
 

 

Segundo explicam no artigo, “em primeiro lugar, o vírus ataca o cérebro de maneira selectiva. Em segundo lugar, o tratamento médico não parece retardar os danos infligidos pelo vírus ao cérebro". Os cientistas explicam a situação referindo que "o cérebro oferece um santuário ao HIV, aonde a maioria dos medicamentos não consegue chegar".
 

 

No estudo, os investigadores analisaram as imagens de ressonância magnética nuclear (IRM) do cérebro de 26 pessoas infectadas pelo vírus e de 14 seropositivas. As IRM das pessoas contaminadas mostraram, em média, uma perda de 15% dos tecidos cerebrais nos centros reguladores do movimento e da coordenação.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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