Sida: Resistência de algumas pessoas está nos genes

Alguns europeus estão mais «protegidos» devido a epidemias do passado

23 março 2005
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A resistência de alguns europeus ao vírus da sida poderá dever-se a uma herança genética de epidemias de peste que atingiram há séculos o continente.
 

 

Segundo um estudo recente, citado pelo jornal britânicos «The Times», cerca de 10 por cento dos europeus beneficiam actualmente de uma protecção natural contra a sida que resulta de epidemias de peste que afectaram os seus antepassados na Idade Média. Os dois investigadores da Universidade de Liverpool, Christopher Duncan e Susan Scott, publicaram um estudo sobre esta questão no Jornal de Genética Medica.
 

 

Os cientistas sabiam já que as pessoas portadoras por uma mutação genética chamada CCR5-delta32 estão protegidas da sida mesmo que tenham contraído o VIH, já que a mutação impede o vírus de atacar as células do seu sistema imunitário. Segundo a nova teoria, a mutação CCR5 é um efeito das pestes europeias. Duncan e Scott afirmam que não se trata de pestes bubónicas, mas de epidemias de febre hemorrágica viral que pouparam as pessoas afectadas pela mutação CCR5.
 

 

A peste bubónica é uma doença mais bacteriana do que viral, e não pode ser bloqueada por uma mutação genética. Segundo este estudo, os casos de mutação CCR5 são mais numerosos nas regiões afectadas mais recentemente pela peste. Por isso, nos países escandinavos - flagelados pela peste de Copenhaga em 1711 - a taxa de resistência chega a 14 e 15 por cento, precisam os investigadores.
 

 

Fonte: Lusa
 

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