Sida: Há 15 mil infectados em Portugal

Dados revelados pela Comissão Nacional de Luta Contra a Sida

02 dezembro 2002
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Até ontem havia um total de 21 218 casos de infecções com o vírus da sida (entre portadores assintomáticos, casos de sida e de complexo relacionado com sida) notificados em Portugal, segundo a Comissão Nacional de Luta Contra a Sida (CNLCS). Destes, já faleceram 6 052, pelo que estão identificadas em Portugal 15 166 pessoas infectadas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), alguns em tratamento, outros não.
 

 

Em termos de evolução da epidemia, nota-se um aumento no número de novos casos por ano, entre 1983 (ano em que surgiram os primeiros três casos notificados em Portugal) e 1998, ano em que o número de notificações atingiu o máximo (2 376).
 

 

Desde então, as notificações têm vindo a diminuir de ano para ano, (2 296 em 99, 2 040 em 2000, 1 896 em 2001). Até final de Novembro foram notificados mais 910 casos, mas é preciso notar que as notificações chegam ao conhecimento da CNLCS por vezes com atraso de alguns meses.
 

 

Tratamento
 

 

Até à data, a única forma de tratamento é a medicação anti-retrovírica. Existem 15 destes medicamentos que impedem (atrasam) a replicação do vírus e mais dois associados. Normalmente, o tratamento é feito com base num “cocktail” de três destes medicamentos. No caso de a eficácia não ser a desejável, é sempre possível mudar-se os medicamentos escohidos (dentro daquele leque de 17), mas pretende-se sempre evitar essa situação para que o vírus só possa adquirir resistência contra os escolhidos.
 

 

Em último recurso, e quando o VIH, em determinada pessoa, já desenvolveu resistência múltipla (a vários anti-retrovíricos), foi recentemente desenvolvido um outro medicamente que impede (limita) a entrada do vírus na membrana dos linfócitos (CD4), consequentemente atrasando a respectiva replicação.
 

 

A terapêutica só deve ser iniciada quando há garantia de não interrupção, precisamente para impedir o vírus de desenvolver resistências. Estes medicamentos só podem ser adquiridos nas farmácias hospitalares, mas a toma pode ser domiciliária. Desde que correctamente assumida e nos casos em que resulta, esta terapêutica permite uma qualidade e esperança de vida igual à dos não infectados.
 

 

Na medida em que a vacina ainda parece estar num horizonte temporal longínquo, a prevenção continua a ser a melhor forma de combater e única de evitar a doença. O uso de preservativos nas relações sexuais ocasionais e a absoluta recusa de partilha de seringas e agulhas são mandatórios.
 

 

No campo da prevenção foram ainda desenvolvidos microbicidas (para matar os microorganismos, como vírus e bactérias, sob a forma de gel vaginal. Estes microbicidas são particularmente adequados para o continente africano, na medida em que são mais baratos do que os preservativos.
 

 

Veja mais em: Correio da Manhã
 

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