Sida está subnotificada em Portugal

Declarações do Coordenador Nacional da Infecção por VIH/Sida

17 agosto 2006
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O Coordenador Nacional da Infecção por VIH/Sida defendeu sanções para os médicos que não notificam os casos de infecção pelo VIH, obrigatório desde 2005, e afirmou-se preocupado por desconhecer a "dimensão da subnotificação" da doença em Portugal. Henrique Barros escusou-se a precisar que tipo de consequência defende para os clínicos que não indicam a existência de novos doentes e considerou ser "irrelevante" a obrigatoriedade legal desta indicação, em vigor desde Janeiro de 2005, "sobretudo quando não há sanção". Pouco mais de um ano depois de introduzida a obrigatoriedade de declarar a infecção pelo VIH, o Coordenador Nacional da Infecção por VIH/Sida admitiu que a subnotificação por parte dos clínicos continua a ser predominante. Dentro de um ano, acredita o responsável, esse desconhecimento pode estar resolvido e ser apurada a dimensão da subnotificação no país. Actualmente estão notificados 29.461 casos de VIH/Sida em Portugal. Para Henrique Barros, são vários os motivos que contribuem para a "má tradição" que os médicos portugueses têm na notificação de doenças: "É uma profissão individualista, treinada para resolver os problemas das pessoas e pouco educada para responder em termos de Saúde Pública". A que se junta uma "razão mitigada, também ética e deontológica, que é achar que se deve preservar a intimidade das pessoas" e, "às vezes, a declaração é vista como rotura deste pacto". Mas, realçou, "isso não desculpa" a sua não realização, já que um dos resultados da subnotificação também levanta problemas "de ética". Fonte: Lusa MNI- Médicos na Internet

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