SIDA: Especialistas apelam a participação das mulheres

Sexo feminino é o mais afectado pela doença

01 setembro 2004
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Especialistas mundiais reunidos em Lausanne, Suiça, juntaram-se esta semana à Organização Mundial de Saúde (OMS) num apelo a uma maior participação de mulheres nas investigações sobre a SIDA, sobretudo por serem mais vulneráveis ao vírus.Segundo defenderam, o envolvimento de mulheres e jovens na busca de uma vacina para a SIDA, a maior causa de morte entre adultos no mundo, é urgente e crucial para o sucesso de avanços científicos neste domínio.«Estudos demonstram que as mulheres, quando expostas ao vírus do HIV, correm o dobro do risco de contrair SIDA, comparativamente aos homens», refere a OMS, num comunicado conjunto com o programa da ONU para a doença (UNAIDS) emitido por ocasião da reunião.Falando na conferência, Saladin Osmanov, coordenador da iniciativa que procura uma vacina para o HIV, considerou que seriam, por isso, as mulheres e os adolescentes, «os maiores beneficiários de qualquer avanço» concreto na busca de uma vacina.No entanto, a realidade «epidemiológica» é que quer mulheres quer jovens têm tido uma participação «mínima» nos testes clínicos de vacinas para o HIV.Segundo a OMS e a UNAIDS, em algumas zonas do continente africano mulheres e jovens do sexo feminino têm taxas de contágio da doença seis vezes mais elevada que os homens. «No grupo etário entre os 15 e os 24 anos, as mulheres representam 62 por cento de todos os que vivem com a doença», explica o comunicado das organizações internacionais.Cerca de 800 especialistas de todo o mundo estão reunidos desde segunda-feira na conferência «SIDA-Vacina 2004».Fonte: Lusa

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