Sida em África mata professores
08 maio 2002
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A mortalidade provocada pelo vírus da sida está a provocar problemas inesperados no continente africano. Em alguns países, a doença está a matar professores mais rapidamente do que o tempo exigido para a formação de novos docentes que os possam substituir, segundo alertou o Banco Mundial (BM) num relatório divulgado em Washigton.
 

 

O problema é agravado pelo facto de, em todos os países, à excepção dos seis mais afectados pela sida, a população estudantil estar a aumentar, exigindo um número de professores cada vez maior.
 

 

Para os países mais pobres a situação é catastrófica visto que aos custos acrescidos da educação se juntam os custos inerentes ao combate à doença.
 

 

Na Zâmbia, o vírus mata mil professores por ano, exactamente o mesmo número de docentes que o país formava anualmente até 2001. O vírus é ainda responsável pela alta taxa de absentismo entre os professores, na última década a doença foi a principal causa para as baixas médicas. Nos países com taxas de infecção mais elevadas, a maioria das escolas dispõe de apenas um ou dois professores dos dez que seriam necessários ao seu bom funcionamento. Cerca de 12% dos docentes da África do Sul, 19% da Zâmbia e 30% dos professores do Botsuana estão infectados com o vírus.
 

 

Veja mais no: Diário de Notícias
 

 

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