Sida: eliminar pandemia até 2030

Meta estabelecida pela ONU

13 junho 2016
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A Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu acelerar a resposta à pandemia de sida para acabar com esta até 2030, apesar de um esforço dos russos para diluir o foco nos consumidores de drogas e homossexuais.
 

Numa declaração política a ONU refere que é necessário ajudar consumidores de drogas por injeção, trabalhadores sexuais, homossexuais, pessoas transgénero e prisioneiros que estejam sob risco de contração do VIH.
 

Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, a epidemia de VIH tem estado em declínio ao longo da última década, mas ainda existem 36,7 milhões de pessoas no mundo que vivem com o VIH/sida, na sua maioria na África subsariana.
 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, referiu aos delegados que “a sida está longe de ter acabado” e que o mundo tem uma oportunidade nos próximos cinco anos para “alterar radicalmente a trajetória da epidemia”.
 

Ban Ki-moon apelou ao tratamento e ao cuidado “sem discriminação” de todas as pessoas que vivem com o VIH. De forma específica, apontou “jovens, migrantes, mulheres e raparigas, trabalhadores sexuais, homens que têm sexo com outros homens, pessoas que injetam drogas, pessoas transgénero e prisioneiros”.
 

A Federação Russa solicitou mudanças ao novo foco, acrescentando referências à legislação nacional no que se refere a homossexuais, consumidores de droga e prisioneiros, informaram diplomatas e grupos da sociedade civil.
 

As propostas russas foram rejeitadas por receio de poderem permitir à Federação Russa, ao Irão e a outros países, que criminalizam a homossexualidade, negarem tratamentos e cuidados a homossexuais.
 

A ministra da Saúde russa, Veronica Skvortsova, afirmou durante a reunião que os governos têm o “direito soberano” de decidir a sua estratégia de saúde pública.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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