Sida e mobilidade celular vencem Prémios Pfizer

Trabalhos premiados recebem 20 mil euros

30 novembro 2012
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Um projeto de investigação na área da Sida e outro sobre a falta de mobilidade de algumas células, como os espermatozoides, venceram este ano os Prémios Pfizer, no valor de 20 mil euros.


A notícia avançada pela agência Lusa refere que o prémio de investigação clínica foi atribuído a um trabalho na área da SIDA, o qual foi desenvolvido por uma equipa liderada pelo investigador Nuno Taveira, centrado nos mecanismos de controlo individual da infeção por HIV-2.
Os investigadores concluíram que a maioria dos infetados por HIV-2 “produz anticorpos que neutralizam o vírus de forma eficaz”. No entanto, num pequeno grupo apareceram vírus resistentes aos anticorpos, que adquirem a capacidade de infetar novas células.


Os investigadores constataram que que havia uma zona do invólucro do vírus que era o alvo de ação dos anticorpos neutralizantes e que se alterava ao contacto com esses anticorpos.
 

Este estudo é um contributo importante para o desenvolvimento de uma vacina para o HIV-2, e poderá também vir a ser útil no desenvolvimento de uma vacina para o HIV-1, na medida em que foi identificada a região do vírus contra as quais se produzem os anticorpos neutralizantes.
 

O prémio de investigação básica foi entregue à equipa de investigadores, liderada por Mónica Bettencourt-Dias, responsável por um estudo sobre os cílios, estruturas existentes nas células e que são responsáveis pelo seu movimento num única direção, como acontece por exemplo com os espermatozoides.
 

Estas estruturas, também chamadas flagelos, são igualmente responsáveis pela movimentação de fluido, quando as células se encontram imobilizadas num tecido, para que este fluido e o que ele transporta, como por exemplo poeiras nos pulmões ou os óvulos, se desloquem numa única direção. Assim, as alterações nestas estruturas estão na base de uma variedade de doenças humanas, tais como a disfunção pulmonar, as hidrocefalias ou a esterilidade.
 

Os investigadores descobriram que existe uma proteína responsável pela formação do flagelo e que, na ausência desta proteína, o flagelo fica imóvel e pode levar à infertilidade.
 

No genoma humano existe um gene que codifica para uma proteína semelhante a esta e que, já em estudos anteriores, foi associada à infertilidade masculina.

 

Este trabalho vem agora descrever uma forma de estudar a formação dos flagelos e demonstrar o envolvimento da referida proteína.

 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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