Sida: cura pode estar para breve

Declarações da Associação Portuguesa para o Estudo da SIDA

13 dezembro 2012
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A cura para a infeção por VIH/Sida possa ser encontrada a “médio prazo”, de acordo com o presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da SIDA (APECS).
 

“Têm sido apresentados alguns estudos sobre essa possibilidade. Há três ensaios clínicos diferentes, com metodologias diferentes, mas todos convergem para o mesmo objetivo: a erradicação do VIH” revelou à agência Lusa Rui Sarmento e Castro.
 

Contudo, o também diretor clínico do Hospital de doenças infetocontagiosas Joaquim Urbano, no Porto, considerou que “ainda é cedo” para se ter certezas absolutas.
 

Este será um dos temas a dominar o IX Congresso Nacional sobre Sida, que está a decorrer simultâneo com o XI Congresso Nacional de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica, até sábado, no Porto.
 

Rui Sarmento e Castro refere que, devido à eficácia dos novos medicamentos, têm surgido “menos casos novos em Portugal, tal como acontece na Europa e no resto do Mundo”.
 

“Há uma diminuição muito grande da transmissão da infeção e isso tem a ver, fundamentalmente, com a eficácia dos medicamentos. Isto é, se eu tenho um indivíduo infetado, que [com os medicamentos] fica com carga viral muito baixa, esta pessoa praticamente não passa a infeção a outros”, explicou.
 

A eficácia dos novos medicamentos tem contribuído para a redução do número de novos casos: “Mas esta redução existe também noutros países e, nós, comparados com outros, temos uma posição de destaque pela negativa em termos da taxa de transmissão da infeção”.
 

“Apesar de todas as campanhas e de toda a informação que tem sido disponibilizada em Portugal, ainda continua a existir uma certa mentalidade facilitista. Cerca de 60 % dos doentes novos são heterossexuais, ou seja, fazem parte de um grupo que é a imensa maioria da população portuguesa. As pessoas ainda não perceberam que uma relação sexual desprotegida com uma pessoa que não se conhece pode ser um risco para ter a infeção”, disse.
 

O especialista também defendeu a necessidade de fazer o diagnóstico da doença mais cedo, ou seja, “alargar os grupos de rastreio da infeção”.
 

“Era preciso termos uma abordagem e um conceito mais largos, em termos do diagnóstico e das pessoas a rastrear. Se fizéssemos mais diagnósticos e tratássemos essas pessoas contribuiríamos ainda mais para a diminuição da infeção, diminuiríamos a cadeia de transmissão”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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