Sida: Crescimento da epidemia no mundo é alarmante

Portugal e Brasil contribuem fortemente_ relatório ONU/SIDA

26 novembro 2004
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Portugal e Brasil são fortes contribuintes para o crescimento da epidemia de Sida no mundo, enquanto outros países de língua portuguesa como Timor-Leste e Angola mantêm níveis baixos da doença, revela um relatório da ONU/Sida divulgado esta semana.
 

 

 

Segundo o documento, «Um balanço sobre a epidemia de sida 2004», elaborado pela ONU/Sida e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e publicado uma semana antes do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que se assinala na próxima quarta-feira, a 01 de Dezembro, Portugal é um dos países da Europa ocidental (que regista 610 mil infectados) onde a taxa de diagnóstico de novas infecções por HIV é mais elevada.
 

 

 

Em Portugal, a injecção de drogas constituiu cerca de 50 por cento dos diagnósticos de infecção de HIV em 2002, observando-se sempre uma prevalência da doença de pelo menos 20 por cento entre os consumidores de drogas injectáveis, que constitui a «grande causa» da epidemia no país, segundo o relatório.
 

 

 

Já na América Latina, um terço dos 1,7 milhões de infectados estão no Brasil, onde a epidemia se propagou em todas as regiões, de forma díspare.
 

 

 

«Há epidemias graves em curso em países como o Brasil», que tiveram como causa inicial as relações homossexuais não protegidas, seguidas do consumo de drogas injectáveis, aponta o documento. Actualmente, a transmissão heterossexual é a principal causa de propagação do vírus no Brasil e as mulheres são cada vez mais atacadas.
 

 

 

Já na Ásia, Timor-Leste é apresentado como um dos países com baixa prevalência da doença, mantendo níveis fracos, mesmo entre as populações que correm grandes riscos de exposição ao vírus.
 

 

 

No entanto, a ONU/sida alerta para a possibilidade «muito séria» de ocorrerem «aumentos espectaculares» da incidência.
 

 

 

A mesma situação poderá acontecer em Angola. Até agora, a guerra - que provocou que os civis não pudessem circular livremente pelo país, o corte dos transportes e corte de acesso a certas zonas - «serviu para atrasar a propagação de HIV».
 

 

 

A África austral é a pior zona do Continente, contando com a contribuição de Moçambique, país sobre o qual o relatório apresenta escassos dados.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

 

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