Sexo «melhora» qualidade dos espermatozóides

Estudo acaba com tese antiga

15 agosto 2004
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 Ao contrário do que se pensava antes, a frequência da prática sexual ajuda a melhorar a qualidade do esperma.Em experiências feitas com milhares de amostras de sémen, a equipe das Universidades Soroka e Ben-Gurion do Negev, em Israel, comprovou que a forma e a habilidade dos espermatozóides piorou a partir de dois dias de abstinência sexual.O estudo indicou ainda que a proporção de espermatozóides com capacidade de se movimentar (essencial para a reprodução) caía à medida em que a abstinência sexual continuava.A descoberta contradiz a crença actual, segundo a qual o sémen melhora com a abstinência. A própria Organização Mundial da Saúde recomenda às clínicas de fertilidade que exijam uma abstinência sexual de dois a sete dias para melhorar a qualidade do esperma a ser recolhido. Os investigadores descobriram que o volume de sémen aumenta depois de pelo menos 11 a 14 dias de abstinência, mas a qualidade desse esperma, no entanto, piora significativamente.Para Eliahu Levitas, que liderou a equipa de cientistas, os resultados contradizem o papel da abstinência nos tratamentos de infertilidade masculina. «Para os tratamentos em que se tenta de obter a melhor qualidade de esperma possível para inseminação dentro do útero, recomendamos uma abstinência mínima – idealmente não mais do que dois dias.»Por enquanto, os cientistas ainda não sabem explicar definitivamente por que razão a qualidade do esperma piora com o tempo de abstinência. «É possível que haja danos causados, por exemplo, pelo fumo do tabaco ou pelo consumo de álcool».Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalista MNI-Médicos Na Internet

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